Uma ‘peixa’ fora d’água

Graça Milanez

Dois anos atrás escrevi: “Há uma tendência no ar. Uma tendência que virou ordem (reta final de toda tendência, aliás). A de ter facebook. As redes sociais estão em alta, ok. São ótimas para ampliar os relacionamentos, são ótimos veículos de comunicação, onde você pode propagar suas ideias, seus negócios e se propagar. Ok, ok. Concordo. Não se fala mais nisso. Agora, o que me deixa constrangida, pra não dizer indignada, é o fanatismo que se cria em torno disso. Impressionante como essas tais redes sociais vão conquistando as pessoas, abocanhando as pessoas, escravizando as pessoas. A ordem paira no ar: tenho facebook, logo existo. Ok, exagerei um pouco. Mas que os dedos em riste se voltam para os que não têm facebook, ah, e como se voltam, sem piedade. Você não tem livre arbítrio, não pode dizer ‘não quero ter facebook’, simplesme nte, ficar ilesa e voltar tranquila a tocar a vida. Não. A força invisível desse dedo (uma força, aliás, que pode ser imaginada como um daqueles ‘raios’, daquelas ‘descargas’ do filme Matrix) entra fundo na mente ou na alma, não sei. Sei que entra. E fere. Esse dedo deda você. Chama de atrasada, alienada (até então alienada para mim, no sentido elementar do termo, era não participar ativamente da política), perdida no mundo. Agora me encontrei. Estou no facebook. Estou pinçada no mundo. Agora não me sinto mais uma ‘peixa’ fora d’água. Ufa, acho que em tempo. É, porque modismo passa rápido. Passamos do ó! do orkut para o ó! do facebook bem rápido. E existe um monte de outros sites de relacionamento aí chamando, chamando, implorando pra você colocar lá sua foto, seu perfil, enfim, sua propaganda particular. Mas, definitivamente, a preguiça não me deixa participar de tantos ou tantas opções. Fico só aqui mesmo, nadando nessas águas da moda. Até surgir a nova ordem.”

E essa nova ordem chegou… A W tem que ter sua ‘fã page’, insistia, com razão, claro, um amigo especialista em redes sociais. Tanto bateu nesta tecla, que concordamos. Ano passado, então, inauguramos o ‘facebook.com/Wumuarama’. E que bacana! Bombou. É supervisitado, com publicações que passam de mil visualizações. Na verdade, imaginávamos esse sucesso todo. O que tínhamos, confesso, era a preguicinha de assumir mais um compromisso profissional. Vencemos essa etapa. E outra ordem, renitente, chegou…

…o portal W. Aliás, faz um bom tempo que os leitores da revista querem uma explicação, uma resposta à pergunta “por que não temos W também na esfera virtual?” E a resposta? Não tínhamos resposta convincente, nunca. Qualquer argumento maquiado que usássemos não fazia sentido em, até agora, não termos uma W vinte e quatro horas reluzindo píxel (píxel, assim mesmo, aportuguesado). Mas quanto custa, em termos de tempo, principalmente, manter um site sempre bem alimentado, atualizado? Muuuuito. Mesmo conscientes de que não vamos conseguir corresponder totalmente às expectativas dos fãs da W, não vamos nos furtar de começar o que já deveríamos, então, ter começado.

​Aqui estamos, agora nos comunicando também pelo Portal W. Seja semmmmmpre bem-vindo. E não esqueça de, todo dia, dar uma entradinha aqui para conferir uma ou outra novidade postada. Como tudo na W, vai ser divertida. Aposto.

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